Pelourinho
Legal, não regulamentado2/5ArriscadoGuia da vida noturna no Pelourinho, Salvador: bares de samba ao vivo, casas de cachaça, praças de capoeira, conselhos de segurança e preços.
Hospedagem em Pelourinho
Hotéis a uma curta caminhada dos locais apresentados.
Locais em Pelourinho
Bares, clubes e locais de entretenimento desta área.

O Cravinho
Bar icônico do Pelourinho especializado em infusões de cachaça, em funcionamento desde 1989. A bebida assinada (cravinho) combina cachaça com cravo, mel e limão. Quatro espaços conectados dão folga mesmo nas noites movimentadas.
Terreiro de Jesus, 3, Pelourinho

Sankofa African Bar
Bar com temática africana instalado em um sobrado colonial, decorado com mapas e máscaras de todo o continente. Noites de reggae, salsa e afrohouse com redes no andar de cima e uma varanda com vista para a rua abaixo.
Ladeira de São Miguel, 7, Pelourinho

Casa do Olodum
Casa do famoso Bloco Afro Olodum, o conjunto de percussão que definiu o som do samba-reggae de Salvador. Os ensaios de terça e domingo são abertos ao público com batucadas e multidões dançando que transbordam para a rua.
Rua Gregório de Mattos, 22, Pelourinho

Largo da Tieta
Praça e espaço de eventos reinaugurados com capacidade para 1.500 pessoas, recebendo regularmente noites de samba, shows de axé e programação de Carnaval. Dois acessos conectam o Pelourinho ao Baixa dos Sapateiros.
Rua das Laranjeiras, Pelourinho

Clube do Samba
Casa de samba de longa data no centro histórico com mais de duas décadas de programação. Bandas ao vivo tocam samba e pagode tradicionais com uma pequena pista de dança e tira-gostos baianos.
Rua das Laranjeiras, Pelourinho

Arté Bahia
Bar ao ar livre com bebidas baratas, couvert acessível e uma noite de reggae nas sextas que atrai um público jovem e variado de moradores e mochileiros. O terraço tem vista para os telhados coloniais do centro histórico.
Largo do Pelourinho, Pelourinho

Commons Studio Bar
Local descontraído que enche por volta da meia-noite com músicos locais tocando forró, reggae e rock. O público é alternativo e majoritariamente local, e os sets muitas vezes vão até de manhã cedo.
Rua das Laranjeiras, Pelourinho

Quincas Berro d'Água
Bar-restaurante batizado em homenagem ao personagem de Jorge Amado, instalado na pequena praça de mesmo nome. O terraço enche de gente nos shows ao ar livre de terça-feira e a cozinha serve pratos baianos clássicos até tarde.
Largo Quincas Berro d'Água, Pelourinho

Bar Zulu
Bar casual gerido por um expatriado britânico perto do Terreiro de Jesus, popular entre os visitantes que procuram um lugar tranquilo para beber. Funcionários falantes de inglês, um pequeno cardápio de grelhados e um pátio que fica movimentado nas noites de eventos.
Rua das Laranjeiras, 15, Pelourinho

Cantina da Lua
Instituição do Pelourinho com décadas de história no Terreiro de Jesus, com mesas na calçada que enchem a partir do fim da tarde. A parada clássica para uma cerveja antes de pegar um dos shows ao ar livre da praça.
Terreiro de Jesus, 2, Pelourinho
Visão Geral e Localização
O Pelourinho é o núcleo histórico de Salvador, Patrimônio Mundial da UNESCO desde 1985 e um dos centros coloniais mais íntegros do ponto de vista arquitetônico nas Américas. O bairro ocupa uma grade inclinada de sobrados coloniais pintados de cores pastéis, igrejas barrocas e becos de paralelepípedos no alto platô da cidade, de onde se avista a Baía de Todos os Santos.
Este guia é baseado em diversas noites passadas no Pelourinho.
A vida noturna se concentra em algumas praças-chave. O Terreiro de Jesus e a Praça da Sé contígua formam a âncora superior, ladeadas por bares e pela catedral da cidade. O Largo do Pelourinho fica no coração da malha colonial, a fotogênica praça aberta com a Igreja do Rosário dos Pretos em sua base. O Largo Quincas Berro d'Água, o Largo da Tieta e o Largo Tereza Batista formam um circuito conectado de praças de eventos onde shows de música ao vivo e apresentações ao ar livre acontecem na maioria das noites.
O caráter do Pelourinho muda ao longo do dia. Pela manhã, é dominado por grupos de turistas e visitantes de cruzeiro. No final das tardes, círculos de capoeira se formam nas praças e os vendedores ambulantes se instalam. À noite, a cena muda para música ao vivo, com bares se enchendo a partir das 20h e as praças recebendo shows gratuitos ao ar livre nas terças e nas noites de eventos. Após a 1h, a área se esvazia rapidamente, e as ruas que pareciam cheias de vida duas horas antes ficam inseguras.
Situação Legal
O arcabouço jurídico brasileiro se aplica. A prostituição entre adultos consentintes maiores de 18 anos é legal. Gerir uma casa de prostituição, cafetinar e o tráfico são infrações penais. A vida noturna do Pelourinho opera inteiramente dentro do universo dos bares e da música ao vivo; não há termas, boates go-go nem estabelecimentos adultos organizados no centro histórico.
O que existe é informal. Algumas mulheres abordam visitantes estrangeiros em bares e nas praças oferecendo companhia, com quaisquer acordos subsequentes sendo privados. As patrulhas policiais têm como alvo o tráfico de drogas, o tráfico de pessoas e as infrações contra menores. A penalidade por qualquer infração sexual envolvendo menores é severa segundo a lei brasileira e é aplicada com agressividade na Bahia.
O Pelourinho é policiado por uma combinação de unidades da Polícia Militar e da polícia turística da Bahia (DELTUR), com uma base no Largo do Pelourinho. Câmeras cobrem a maioria das praças centrais. A fiscalização visível é uma das razões pelas quais o centro histórico permanece relativamente seguro durante os horários de funcionamento, embora o perímetro e os períodos fora do horário não sejam policiados no mesmo nível.
Preços e Custos
Os preços no Pelourinho são moderados para os padrões de Salvador, com variação significativa entre os bares de calçada no nível da rua e os locais mais sofisticados.
Cerveja (chopp ou longneck) custa de R$8 a R$15 nos bares casuais e nos vendedores de rua, de R$12 a R$25 nos locais mais refinados. As caipirinhas variam de R$15 num boteco básico a R$30 em locais especializados em bebidas à base de cachaça, como O Cravinho. Uma infusão de cravinho n'O Cravinho custa de R$15 a R$20.
Os couverts para locais fechados com música ao vivo custam de R$20 a R$50, dependendo da noite e do artista. A Casa do Olodum cobra de R$30 a R$60 pelos ensaios. As praças recebem shows gratuitos ao ar livre na maioria das noites, especialmente durante a Terça da Benção, sendo o único pagamento esperado uma gorjeta de R$5 a R$10 para os artistas e o custo das bebidas nos vendedores da calçada.
A comida é barata. O acarajé (bolinho de feijão frito) dos vendedores nas praças custa de R$8 a R$15. Um jantar baiano adequado de moqueca de peixe num restaurante do Pelourinho sai por R$60 a R$120 por pessoa. Os pratos feitos nas lanchonetes do bairro custam de R$25 a R$40.
O transporte. Um Uber de um hotel na Barra até o Terreiro de Jesus custa de R$20 a R$35, dependendo do trânsito. Do Rio Vermelho, espere pagar de R$15 a R$25. As corridas de retorno às 2h custam valores semelhantes, com possível preço dinâmico nas noites de terça e sexta.
Uma noite completa no Pelourinho (Uber para ambos os lados, duas ou três bebidas, petisco, couvert de um local) fica entre R$80 e R$200. Isso é substancialmente menos do que você pagaria em Copacabana ou na Vila Madalena por uma noite equivalente.
Detalhes no Nível da Rua
O roteiro clássico pelo Pelourinho começa na Praça da Sé, desce a ladeira em direção ao Terreiro de Jesus e segue pela malha colonial. O Terreiro de Jesus é a maior praça aberta no centro histórico, ladeada pela Catedral Basílica de Salvador de um lado e por uma fila de sobrados restaurados dos outros. As mesas na calçada d'O Cravinho, da Cantina da Lua e de vários outros bares alinham a praça, e shows ao ar livre são frequentemente montados aqui.
Do Terreiro de Jesus, a Rua das Laranjeiras desce em direção ao Largo do Pelourinho. Esse é um dos trechos mais movimentados à noite, com bares, restaurantes e lojas em quase todas as lojas. A rua é estreita, de paralelepípedos e ladeada pelas fachadas coloridas que tornam o Pelourinho fotogênico por todos os ângulos.
O Largo do Pelourinho em si fica no sopé da ladeira, com a Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em sua base. A praça recebe os shows ao ar livre de terça e serve como ponto de encontro para os círculos de capoeira à tarde. Escadas e becos partem em múltiplas direções, com a maioria da vida noturna concentrada morro acima em vez de mais fundo no labirinto.
As praças menores (Largo Quincas Berro d'Água, Largo Tereza Batista, Largo Pedro Archanjo) formam um circuito de eventos conectado imediatamente acima do Largo do Pelourinho. Elas têm programação durante a alta temporada e o Carnaval, mas ficam mais tranquilas nas noites de semana comuns. O Largo da Tieta, recentemente reinaugurado ao norte, tornou-se um importante espaço de eventos, comportando até 1.500 pessoas para noites de samba.
A Ladeira de São Miguel desce da área, ladeada por bares menores e pelo Sankofa de temática africana. O beco tem atmosfera, mas é mais tranquilo do que a malha principal e não é um lugar para vagar sozinho no final da noite.
Segurança
O Pelourinho durante o horário de funcionamento de seus estabelecimentos (aproximadamente das 18h à 1h) é a parte mais patrulhada de Salvador. A presença policial nas praças principais é visível, câmeras cobrem as interseções mais importantes e a polícia turística fala um pouco de inglês e responde a incidentes com razoável rapidez. O perfil de risco muda drasticamente depois que os bares fecham.
O furto de celular é o crime mais comum que os turistas vivenciam aqui. Adolescentes a pé roubam celulares de qualquer pessoa que os segure para tirar fotos. As fachadas coloniais são fotogênicas e a maioria dos visitantes é roubada exatamente no momento em que tentam captá-las. Mantenha o celular no bolso. Se quiser uma foto, encontre um ponto com movimento de pedestres, tire rapidamente e guarde o celular.
Os puxões de colar e corrente seguem o mesmo padrão. Não use ouro, prata ou qualquer coisa que pareça valiosa. Um ladrão vai arrancar uma corrente do seu pescoço e desaparecer num beco lateral em segundos.
Golpe da pulseira da amizade: Uma mulher ou criança se aproxima com uma fita colorida e oferece uma "bênção" do Senhor do Bonfim. A pulseira é amarrada no seu pulso com um nó difícil de remover, e então vem a exigência de R$50 a R$200. Recuse educadamente antes que qualquer fita toque no seu pulso. Se uma pulseira já estiver amarrada, não custa nada ir embora com ela.
Dopagem de bebida: Documentada em bares e ao redor do Pelourinho. As vítimas são drogadas, levadas a caixas eletrônicos e forçadas a sacar dinheiro. Nunca deixe sua bebida sem vigilância. Não aceite bebidas abertas de desconhecidos. Se você se sentir de repente desorientado, diga imediatamente ao barman ou à segurança.
As ruas imediatamente ao redor do Pelourinho (descendo a ladeira em direção ao Comércio, entrando em Santo Antônio ou em direção à Saúde) ficam inseguras rapidamente. Não caminhe entre os bairros. A Ladeira do Carmo, que desce do Largo do Pelourinho em direção a Santo Antônio, é tranquila durante o dia, mas é uma armadilha para roubo à noite.
Depois que os bares fecham por volta das 2h, as praças se esvaziam e a presença policial diminui. Não fique por aqui. Solicite o Uber antes de sair do bar, vá direto até o ponto de embarque e não pare para tirar fotos no caminho.
Contexto Cultural
O nome Pelourinho (literalmente "pelourinho") refere-se à coluna de pedra onde os africanos escravizados eram punidos publicamente durante o período colonial. O bairro foi o coração social e comercial do Brasil colonial dos séculos XVI ao XIX, e as profundas camadas culturais afro-brasileiras visíveis na vida noturna de hoje (samba, capoeira, referências ao candomblé, o estilo percussivo do Olodum) traçam diretamente essa história.
O Bloco Afro Olodum, fundado em 1979, definiu o som do samba-reggae que influenciou Paul Simon, Michael Jackson (cujo "They Don't Care About Us" foi filmado no Largo do Pelourinho) e uma geração de músicos brasileiros. A Casa do Olodum na Rua Gregório de Mattos ainda realiza ensaios abertos ao público, e o bloco desfila durante o Carnaval em algumas das maiores formações organizadas.
Os círculos de capoeira (rodas) se formam nas praças no final das tardes, especialmente no Largo Tereza Batista. A arte, com raízes em tradições marciais angolanas adaptadas pelos africanos escravizados, combina luta, dança e acrobacia ao som de berimbau, atabaque e pandeiro. Observe de fora do círculo, aplauda quando for apropriado e dê uma gorjeta de alguns reais para os músicos se quiser apoiá-los.
A tradição da Terça da Benção começa com a missa das 18h na Igreja do Rosário dos Pretos, a igreja construída por e para africanos escravizados durante o período colonial. A missa é seguida de horas de shows gratuitos ao ar livre no Largo do Pelourinho e nas praças ao redor. É o maior evento cultural semanal de Salvador e vale a pena planejar ao redor.
O inglês não é comum na maioria dos bares do Pelourinho. Noções básicas de português ajudarão muito, especialmente para negociar preços, fazer pedidos e lidar com situações. Um "boa noite, tudo bem?" e um "obrigado" cordiais abrem muitas portas.
Áreas Próximas
Santo Antônio Além do Carmo fica logo ao norte do Pelourinho, subindo a Ladeira do Carmo. É um bairro colonial mais tranquilo com pequenas pousadas, galerias de arte e alguns restaurantes. O Forte de Santo Antônio oferece vistas da baía durante o dia. A área é geralmente mais segura do que o próprio Pelourinho durante o dia, mas as ladeiras íngremes que as conectam são inseguras à noite.
O Comércio fica no sopé da falésia, acessível pelo Elevador Lacerda. É o bairro portuário comercial e está largamente vazio à noite. Não desça a pé até o Comércio nem suba a partir dele após o anoitecer.
A Praça Castro Alves na extremidade oeste do centro histórico recebe grandes palcos e shows de Carnaval. Fora do Carnaval, fica quieta à noite.
A Barra fica a 15 minutos de Uber. O bairro turístico à beira-mar é onde a maioria dos visitantes estrangeiros se hospeda e tem seu próprio circuito de bares e boates. Veja o guia do bairro da Barra para mais detalhes.
O Rio Vermelho fica a 15 a 20 minutos de Uber ao norte. É onde os moradores saem, com uma cena noturna mais densa e autêntica do que o modelo voltado ao turismo do Pelourinho. Veja o guia do bairro do Rio Vermelho para mais detalhes.
Como Conhecer Pessoas nas Proximidades
A cena social do Pelourinho gira em torno das praças, e não dos locais fechados. Sente-se em uma mesa na calçada da Cantina da Lua ou d'O Cravinho numa terça ou sexta, e as conversas começarão sozinhas. O público é uma mistura de moradores, turistas brasileiros de outros estados e visitantes internacionais, com a barreira do idioma sendo a principal limitação para os falantes de inglês. Para um panorama mais completo da cena social e amorosa de Salvador, consulte o guia principal da cidade de Salvador.
Melhores Horários
- Terça, das 19h à 1h (Terça da Benção): O maior evento semanal, shows gratuitos ao ar livre no Largo do Pelourinho e nas praças ao redor
- Sextas e sábados à noite: Forte comparecimento nos locais fechados e nas praças
- Tarde de domingo: Círculos de capoeira e apresentações de rua; o Mercado Modelo do outro lado da falésia fica aberto durante o dia
- 21h à 1h: Horário de pico nos bares
- Semana de Carnaval (fevereiro ou março): O circuito do Pelourinho é um dos três circuitos oficiais do Carnaval, com programação contínua e multidões enormes
- Agosto a outubro: Estação seca mais amena, menos turistas de cruzeiro, noites confortáveis
- Evite as segundas à noite: Muitos bares estão fechados ou quietos
- Não fique depois do fechamento: A área fica vazia após as 2h e fica insegura
O Que Não Fazer
- Não caminhe entre o Pelourinho e nenhum outro bairro após o anoitecer
- Não carregue o celular na mão enquanto caminha pelas ruas
- Não use joias, relógios ou óculos de sol caros
- Não aceite pulseiras de amizade nem "bênçãos" de desconhecidos
- Não deixe sua bebida sem vigilância em nenhum bar
- Não aceite bebidas de pessoas que você acabou de conhecer
- Não tente subir escadas nem descer em direção a Santo Antônio à noite
- Não desça a Ladeira do Carmo nem qualquer rua descente após o anoitecer
- Não tire fotos com objetos de valor visíveis (celular, câmera, relógio)
- Não pague mais do que R$5 a R$10 para artistas de capoeira, a menos que genuinamente queira
- Não fique por aqui depois das 2h quando os bares fecham
- Não se envolva com ninguém que pareça ser menor de idade; a lei brasileira trata as infrações contra menores com extrema severidade
- Não saque dinheiro em nenhum caixa eletrônico após o anoitecer
- Não siga desconhecidos por becos laterais em busca de locais "melhores" ou "mais baratos"
Frequently Asked Questions
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